A Vila Olímpica da Maré realiza curso sobre alfabetização na pré-escola (21/jan/2015)

Aplicar técnicas que ajudem a melhorar o índice de alfabetização das crianças da comunidade foi um dos objetivos do curso Reflexões da Alfabetização promovido pela Vila Olímpica da Maré, nas instalações da instituição no dia 13 de janeiro.

O evento foi organizado para atender a uma demanda do núcleo de Educação da Vila Olímpica da Maré, de colégios e creches da região. De acordo com a palestrante e  pedagoga Denise Polonio Bastos durante o curso foram apresentadas linhas estratégicas para auxiliar no processo de aprendizado na educação infantil.

23 profissionais, entre professores, diretores e agentes de educação participaram do curso.

“Hoje estamos falando sobre o desenvolvimento da escrita e a aplicação das práticas  estratégicas necessárias para cada tipo de dificuldade que as crianças vão apresentando ao longo do processo de alfabetização, assim como lidar com a heterogeneidade no desempenho de cada criança, pois cada um possui uma forma de raciocinar”, afirmou Denise

“Os agentes educadores das creches vendo as possibilidades que podem ser aplicadas na pré- escola, no maternal, conseguem fazer com que as crianças cheguem mais fortes ao primeiro ano, já com uma base de informação que os ajudará a ter uma formação melhor”, completou a pedagoga.

Participação de profissionais de ensino

Para a professora Beatriz Dias, do EDI Moacyr de Góes que trabalha com crianças na pré- escola, na faixa dos 4 e 5 anos. “O curso é muito importante, pois nós precisamos nos atualizar sempre. Cada novo curso que participamos despertam uma nova visão e nos proporcionam novas possibilidades no ensino” completou Beatriz.

Já Aline Gonçalves de Oliveira, diretora do CIEP Presidente Samora Machel, o diferencial do curso é que a teoria já é de nosso conhecimento e, agora, estamos aprendendo a colocar em prática, inclusive ela está pleiteando a vinda de mais professores do colégio para esse curso num próximo momento.

A diretora do EDI Moacyr de Góes, Samanta Ferraz Lobo Cavalcante, conseguiu levar 10 professores para o curso e afirma que “na educação infantil a gente tem a possibilidade de fazer um trabalho com a alfabetização sem esperar o primeiro ano, só que os profissionais muitas vezes não conhecem nem a teoria, muito menos como coloca-la em prática, até porque a formação exigida em concurso na maioria das vezes não é de magistério”.

Devemos investir na formação continuada para dar base para as crianças e assim melhorar o nível de aprendizado delas, reforçou Samanta.

 

Beatriz Paulo (21/01/2015)